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sábado, 1 de janeiro de 2011

Faça Boas Escolhas


“Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir…” (Js 24.15).

Israel ia entrar em uma nova etapa em sua vida. O líder da conquista de Canaã, Josué, sairia de cena: “Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra…” (Js 23.14). Ele conclama o povo a reafirmar seu compromisso com Deus e o exorta a escolher a quem servir. Mas define: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15).

Não sou Josué nem estou me programando para morrer nestes dias, embora esteja preparado para partir a qualquer momento. Mas lembro que em poucos dias iniciaremos uma nova etapa em nossa vida: 2011. Há uma grande mística nisso. Na realidade, apenas trocaremos o calendário. Nossas contas não serão zeradas nem nossos problemas solucionados por causa disso. Não emagreceremos ou engordaremos, nem melhoraremos ou pioraremos pelo fato de entrarmos em 2011. O foguetório da passagem de ano me recorda o título de uma peça de Sheakespeare: “Much ado for nothing” (“Muito barulho por nada”). Porque nada muda.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Esgotamento Emocional


Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 17.10.10

Antigamente se falava “esgotamento emocional”. Hoje se fala “estresse”, que alguns grafam stress. Muitos de nós, mesmo sendo fiéis e tementes a Deus, nos estressamos por causa de contingências da vida.  O Dr. Thomas Holmes e alguns colegas de trabalho estudaram o esgotamento emocional e o mediram através do que chamaram de “unidades de mudança de vida”. Na escala que elaboraram, a viuvez valia 100 unidades de mudança de vida. O divórcio, 73 unidades. A gravidez correspondia a 40 e a reforma de uma casa a 25. O natal, que deveria ser um momento de tranqüilidade, também pesava. Equivalia a 12 unidades.

Eles concluíram que pessoa alguma pode suportar, com suas próprias forças, mais de 300 unidades no período de um ano sem conseqüências físicas ou emocionais nos dois anos seguintes. Por vezes, com conseqüências sérias.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

As ovelhas de Jesus


Por Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão” João 10.27-28.

Após dizer que os judeus não eram suas ovelhas, Jesus caracteriza quem são elas. “As minhas ovelhas”, ele começa a dizer e faz uma das mais lindas declarações de toda a Bíblia. Não pertencem a uma denominação nem se caracterizam por uma determinada liturgia. São conhecidas por seis marcas, todas de relacionamento com ele.

A primeira: “ouvem a minha voz”. Elas ouvem a Jesus, não a estranhos. A Jesus, não a Moisés ou a Elias (Mt 17.5), símbolos do Antigo Testamento. Ouvir Moisés e Elias produz situações tristes, como a noticiada pela Internet de sete igrejas evangélicas colombianas que se tornaram sinagogas. Há muita igreja “sinagogada” por aí. Não se compõem de ovelhas de Jesus. Não o ouvem direito.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quando Jesus se atrasa

Por Pr Isaltino Gomes Coelho Filho

“Quando, pois, ouviu que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde se achava” (João 11.6).

Fugindo dos que queriam prendê-lo, Jesus “retirou-se de novo para além do Jordão, para o lugar onde João batizava no princípio; e ali ficou” (Jo 10.40). Este lugar era Betânia (“Estas coisas aconteceram em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando” – Jo 1.28). Estamos agora no ciclo de atividades de Jesus em Betânia. Talvez estivesse um pouco distante da cidade ao ser informado que Lázaro, que morava em Betânia (11.1), estava doente. Ele se demorou mais dois dias para visitá-lo (11.6). Quando chegou ele havia sido sepultado há quatro dias (11.17). Sua caminhada demorou dois dias.

As tentativas de localizar onde ele estava lidam com a ausência de detalhes de João. Não sabemos onde ele estava. Betânia ficava na Judéia. Ele deveria estar fora da Judéia, à luz de 11.7 (“Depois disto, disse a seus discípulos: Vamos outra vez para Judéia”). Ele quer dizer que, mesmo sob risco de morte, voltará à Judéia, para visitar Lázaro.  A questão é que ele se demorou até Lázaro morrer. Só depois de sua morte é que ele resolveu visitá-lo. Visitar defunto? O fato é que Jesus se atrasou no socorro pedido. As irmãs esperavam seu socorro, tanto que lhe disseram que se ele estivesse lá, Lázaro não teria morrido (vv. 21 e 32).