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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Perdão é a casa da liberdade


Nós somos capazes de atitudes autodestrutivas.
Nós as temos por acharmos que elas não nos destroem.
Nós somos capazes de produzir, guardar, acumular, sedimentar mágoas contra uma pessoa.
Este processo leva anos e a cada dia, morde os nossos músculos, carcome (gasta) os nossos corações e estiola (murcha) as nossas almas.

O ódio entrou um dia lábios adentro, aninhou-se no nosso estômago e nós o alimentamos todos os dias. A palavra que nos feriu (mesmo que o nosso desafeto sequer tenha consciência que a proferiu) turbina a nossa memória e produz até lembranças de fatos que nunca existiram.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Onde Está Deus? Uma Resposta



Onde está Deus quando desastres naturais provocam mortes às centenas?

Deus está nas leis da natureza, desde quando a criou para seguir seu curso em nossa humana companhia.

Deus não está com aqueles que persistem em ignorar as regras que regem os sistemas naturais.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Caminho Estreito do Perdão


Perdoar é perder. Como não queremos perder, não perdoamos.

Quando perdoamos, perdemos parte da herança que nos era devida, embora não seja justo perder parte da herança.

Quando perdoamos, perdemos a justiça que nos era devida. (Ah! Se ao menos nos pedissem perdão humilhadamente, estaríamos um pouco vingados e, então, perdoaríamos.)

Quando perdoamos, perdemos o prisioneiro que o nosso ódio algemava. Perdoar é deixar livres as mãos que nos golperam.

Perdoa quem põe o dinheiro nos degraus mais baixos da sua escala de valores.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sem Vergonha de ser Feliz

Por Pr Israel Belo De Azevedo

Há dois grupos de pessoas no mundo: os contentes e os descontentes.

É comum os contentes serem ridicularizados como ingênuos, superficiais, alienados e, quando não, imbecis.

Os descontentes são pensados como profundos, perspicazes, críticos e inteligentes. Eles mesmos dirão que ninguém pode ser feliz num mundo como o nosso, com tantos sofrendo, com tanta desigualdade.

Bem, há dois grupos de pessoas no mundo.

Saio eu em defesa dos ridicularizados contentes.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quando o Sangue Ferve


Primeira cena: o estacionamento está cheio. Com muita dificuldade, você encontra uma vaga e assesta o carro para entrar. Eis que, de repente, surge outro veículo e toma a sua vaga. O sangue ferve.

Segunda cena: você para o carro, comprado com muita dificuldade, em frente a um prédio, de cara para o porteiro. Quando volta, seu carro está risco, com sulcos profundos. Interpela o porteiro, que nada viu. O sangue ferve.

Terceira cena: você está numa reunião, em que todos concordam. Quando você discorda, é desclassificado, acusado de traidor. O sangue ferve.

Quarta cena: você escreve algo e lê um comentário, acusando-o de ter pensado o que não pensou. O sangue ferve.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Amor, puro amor


Por  Pr Israel Belo de Azevedo

O encantador salmo 116 comove pelo seu começo, que dá o dom de toda a experiência do poeta: "Amo o Senhor". Só então ele enuncia suas dificuldades.

O modo como principia mostra que ele enfrenta os seus problemas na perspectiva da fé. Tudo o que ele diz parte desta convicção primeira. Neste salmo, esta é a mensagem central. Os versos que se seguem são ilustrações desta paixão.

Ele ama a Deus em função de quem o Senhor é e por causa da sua experiência com Ele. Se não recebe dEle o que espera, Deus continua sendo Senhor e vai continuar a ama-lO. Deus não precisa provar que é Deus. Ele já o é e assim é amado. Se Deus faz um milagre, ele o ama. Se Deus intervém, ele o ama. Se Deus não resolve o problema, ele o ama.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Tenha alvos na vida

Por  Pr Israel Belo de Azevedo 

“Na terra somos viandantes, sempre prontos para partir. Devemos continuar avançando. Portanto, esteja sempre insatisfeito onde estiver, se quiser ir além. Se estiver satisfeito com o que é, então já parou. Se disser "basta", está perdido. Continue caminhando, avançando, tentando atingir o alvo". (Agostinho de Hipona)

Uma das facetas mais impressionantes da vida de Davi é que ele foi um homem que tinha alvos. Depois que foi ungido rei de Israel, com Saul ainda reinando, ele construiu relacionamentos e formou exércitos, para alcançar o seu alvo. Ele não fez nada de antiético para alcançar o seu alvo. Só tomou Jerusalém quando sentiu que Deus dissera que chegara a sua ora de governar. Neste aspecto, Davi mostra que ter um alvo é importante, mas, que para cumpri-lo, não podemos pisar as pessoas.